Mapeamento eternamente em construção – Bate-papo com o Grupo do Palhaço Tenorino

Bate-Papos   |       |    3 de novembro de 2009    |    0 comentários

Grupo do Palhaço Tenorino – Rio Branco – AC
Representante: Dinho Gonçalves

1. Financiamento: como o grupo financia seus trabalhos?

Na marra, com amigos, dinheiro do próprio bolso, alguns editais. Rio Branco foi a primeira cidade que fez a Conferência Municipal de Cultura, que o Brasil todo está fazendo pra poder ir pra Conferência Nacional de Cultural. Então nós temos Lei Estadual de Incentivo, Lei Municipal de Incentivo e Fundo Municipal de Cultura, que não é a melhor coisa do mundo, mas ajuda os grupos locais. E também Leis federais, inclusive este ano nós ganhamos o Myriam Muniz.

2. Diálogo com o entorno: como as questões da sua região estão presentes na obra do grupo e, por outro lado, como o grupo está presente nas questões de sua região?

Eventualmente, sim. Por exemplo, tenho uma peça de teatro que fala sobre o uso irracional da água e nós estamos na Amazônia, com quase toda a água do mundo lá. E outros grupos fazem peças sobre isso. Agora, em relação a circulação, uma coisa muito interessante é que nós pra podermos ir num município como Cruzeiro do Sul, pra eu ir hoje lá apresentar minha peça, tem que ser de avião, porque não tem outro jeito, ou a pé, mas ninguém vai carregar cenário na lama durante 60 dias pra apresentar a peça. Mas mesmo assim, quando a gente monta espetáculo a gente sempre leva nos municípios mais próximos ou onde tem asfalto. O Estado tem 22 municípios, nós levamos para 10, 11 ali próximos da capital e vai reinaugurar um teatro no Juruá, aí a gente também foi convidado pra reinaugurar, nós vamos fazer interior do Estado através de outros projetos aprovados em outras leis.

3. Fator agregador: qual o fator agregador/ definidor/ de união do grupo?

Tesão, vontade de fazer teatro e gostar de fazer teatro. Basicamente isso.

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