DIZER CHUVA E QUE CHOVA (Decir lluvia y que llueva)

Críticas   |       |    12 de setembro de 2010    |    0 comentários

10 coisas sobre Dizer Chuva e que Chova

Foto: divulgação (http://www.kabia-teatro.com/)

  1. Sabe aqueles textos e correntes de auto-ajuda que você recebe por email? Sim, ele pode virar dramaturgia. Meu medo é qualquer dia desses abrir o jornal e ler:  Nova peça de Paulo Coelho em cartaz.
  2. Algumas coisas são tão bonitas no palco que dá vontade de gravar em DVD pra ficar passando naquelas televisões de LCD nas prateleiras do Magazine Luiza.
  3. Déjà vu (a reação psicológica, não a banda).
  4. Água, areia, fogo e bolinhas de isopor em cena. Esse espetáculo nunca poderia ser apresentado no Teatro Rondon Pacheco em Uberlândia, o teatro onde nada disso (e mais um monte de coisinhas) pode!
  5. E aquele guarda-chuva que você esqueceu em algum lugar e foi parar numa peça do Antunes? Então… roubaram 368 guarda-chuvas do Antunes e eles foram parar nessa peça.
  6. Ouvindo uma conversa alheia no final do espetáculo: “- Muito belo!” “- É tanta beleza que chega a cansar!”
  7. Legenda em teatro = sinônimo de problemas.
  8. Coreografia de atores durante os agradecimentos – tendência teatral outono-inverno 2010.
  9. Como diria a Juli, tudo isso ficaria ótimo se fosse usado em uma peça.
  10. Borja Ruiz, o diretor do espetáculo, fez uma conferência durante o Cena Contemporânea Brasília onde defendia que toda estética teatral nasce de valores éticos. Após assistir seu espetáculo, fico pensando o que a estética utilizada – belas imagens, atores com movimentos precisos e treinamento físico invejável, efeitos especiais e dramaturgia de auto-ajuda – tem a ver com que tipo de ética? (na boa, prefiro não adivinhar a resposta dessa pergunta)

10 pessoas me perguntando o que eu achei da peça e 10 vezes eu respondendo: interessante

– O espetáculo foi assistido no dia 28 de agosto no Teatro Nacional, em Brasília. Fez parte da programação do Cena Contemporânea Brasília 2010.

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