Próximo Ato 2009 – Primeiro dia: Reverberações…

Blog   |       |    4 de novembro de 2009    |    0 comentários

Ao contrário da extrovertida Juliene Codognotto, minha timidez corrosiva não permite aproximações significativas dos participantes. Além disso, os organizadores que me desculpem, mas o vinho era horrível, o que não facilitou em nada a minha luta contra meus subterfúgios. Então eu caminhei entre aquele mar de sotaques e ficava imaginando como seria cada mundo daqueles tantos grupos. Quais seus ideais, suas dificuldades, visões de mundo, perspectivas de atuação… [Como quando criança eu ficava horas olhando aquelas figuras imensas do “Onde Está o Wally?” e angustiado com aquele mar de gente em movimento…] O que elas têm em comum? Ao mesmo tempo em que parecem todos irmãos, de outro lado, parecem existir abismos incríveis entre cada grupo ali; entre cada região, entre cada estado… Pareceu-me, por alguns segundos, um labirinto semiótico do qual jamais encontraria a saída, ou mesmo algum signo de linguagem em comum (talvez se o vinho fosse um pouco melhor…). No entanto, essa Babel teatral é incrível. Um ambiente absolutamente inquietante. De fissuras, fragmentos, estilhaços de um Brasil inindentificável.

Momentos riquíssimos podem ser conquistados desse encontro principalmente por ter a potência de colocar todos nós, a partir da alteridade, “em crise”. E, inevitavelmente, em movimento.

Em algum momento dessa andança sentamos na platéia do Itaú Cultural para a primeira atividade do evento: Nicolas Bourriaud (que, aliás, a Juli escreveu errado no post dela).

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