Pálido colosso
Rindo (muito) pra não chorar Fotos: José Romero Se você tá a fim de comer amendoim, tomar cerveja, ouvir música boa e discutir política e futebol… sim, pode ir ao teatro! Bem, talvez você não queira discutir, então pode só comer amendoim e dar risada. No cabaré montado na sede da Companhia do Feijão, totalmente […]
A Poltrona Escura
Três autores à procura de uma crítica Fotos: Lenise Pinheiro Não que eu tenha muita experiência neste assunto, mas ficar velho não é das coisas mais fáceis dessa vida. Some-se a isso o vazio de perder a pessoa que te acompanhou a vida inteira, a humilhação de passar a ser tratado como se fosse criança […]
Ferro em Brasa
Aquela peça portuguesa, ó pá! Tarde de domingo, último dia da temporada de Ferro em Brasa, de Antonio Sampaio com adaptação de Newton Moreno. Pára em frente ao teatro Arthur Azevedo, na Moóca, um ônibus turístico que desembarca dezenas e dezenas de velhinhas simpáticas, uma beleza. O espetáculo, escolhido para comemorar os 55 anos do […]
O Conto da Ilha Desconhecida
A matinê do portuga (não, não é piada) Fazia tempo que eu não escolhia uma peça exclusivamente pelo horário em que ela era exibida – em geral, só faço isso em mostras e festivais. Mas essa foi a única peça que podia ver em uma ensolarada tarde de domingo (pra quem não me conhece, eu […]
A Última Quimera
O que você vai dizer antes de morrer? E depois? Foto: Will Mazzola Analisar trabalhos teatrais sem uma perspectiva de trajetória do grupo, tipo de pesquisa e intenções, é como andar na corda bamba sem bastão e sem ser acrobata. Dificilmente chega-se ao outro lado. Tânia Brandão, ex-critica do Jornal do Brasil e historiadora do […]
Eu estava em minha casa e esperava que a chuva chegasse
Lagarce + Bergman = Peça de nome muito comprido Nenhum dos personagens tem nome: tem a mulher mais velha, a mãe, a irmã mais velha, a irmã do meio e a irmã mais nova. As cinco vivem em uma casa onde esperam ansiosamente pela volta do filho que havia sido expulso pelo pai muitos anos […]
Sangue na Barbearia
Sangue na Barbearia Foto: Gal Oppido Conheci Darson Ribeiro de relance no café dos Satyros II. Ele estava para entrar em cena. “Conheci”… Vai, na verdade, cruzei (ui!). Dei um “Oi”. Estava entrevistando o Ivam Cabral para o meu TCC e ele me apresentou o ator. Ele nem deve lembrar. Mas eu lembro que não […]
Les Éphémères
A Cartoucherie é aqui Fotos: Maurício Alcântara Já faz um tempinho que está o maior fuzuê em torno da histórica temporada do Soleil (pela milionésima vez, é do Théâtre que estou falando, e não do Cirque, minha gente!) no Brasil. É a primeira vez que Ariane Mnouchkine e seus amiguinhos trazem sua Cartoucherie inteira dentro […]
Clarices
Recitando histórias Noite de verão. Sem chuva, nem enchente. Situação rara. Nesses casos, além de praia e bar, poucas coisas são melhores que um sarau de poemas. Clarices, em cartaz no Teatro Àgora, não trata de poemas, nem é sarau, mas bem que parece. Curtinha – o que, quase sempre, considero uma vantagem -, íntima […]
O Capote
Eu e mais quatro Foto: Edson Kumasaka Volto à Maquinaria, mas dessa vez não é pra tomar cerveja e ouvir algumas músicas. O texto agora é do Gógol (autor russo, muito anterior ao Google, para aqueles que esperam a piada fácil): O Capote, clássico que já tinha conferido num infantil, feito com bonecos. Desta primeira […]
3 de 78
O DramaMix foi um projeto megalomaníaco doido das Satyrianas 2007, que reuniu 78 dramaturgos – uns muito experientes, outros muito estreantes – em 78 mini-espetáculos apresentados numa tenda improvisada na Praça Roosevelt. Tenda branca, grande, tipo um circão, só que sem cor. Das 78, vi 3. A amostra não é nada científica, concordo, mas vou […]
Hey, girl!
Hey Platéia! Hey Crítica! Hey Teatro! Foto: AC Júnior Um dos muitos papéis que se pode atribuir à crítica é o da conexão, da definição de pontos de contato com a obra, no sentido de estabelecer caminhos de chegada e de encontro entre público e peça. Bonito, né? Mas, definitivamente este é o papel que […]
My Arm
Crítica incompleta Foto: Débora 70 (juro que não havia um sobrenome, só esse número) Tem um cara, um inglês careca, cujo nome resolvi não dizer, que me fez ir ao Oi Futuro pela segunda vez na mesma semana e redefiniu o significado da minha meia. Encontrei-o na entrada do teatro e ele me perguntou “Fabrízio, […]
Manifiesto de Niños
O universo infantil não cabe em palco italiano Foto: Dalton Valerio Teatro, com cara de vídeo-arte, com cara de performance, com cara de colagem. Manifiesto de Niños, último trabalho do grupo El Periférico de Objetos, é algo que está no meio desse monte de nome e por isso é absolutamente contemporâneo. Quem espera um palco […]
Os Sertões
Conexão Jaceguai – Barão de Tefé Fotos: Maurício Alcântara Vamos combinar uma coisa? Esse texto não vai ser exatamente uma resenha (muito menos uma crítica) sobre Os Sertões. Não vou falar sobre a direção de Zé Celso, ou da dramaturgia, que, juntas, converteram o livro de Euclides da Cunha em um musical épico com quase […]
BR-3
Do Tietê à Guanabara Fotos: Maurício Alcântara Há algum tempo, quando o espetáculo BR-3 ainda estava em cartaz em São Paulo, o diretor Antônio Araújo dizia não imaginar o espetáculo sendo apresentado em nenhum outro lugar que não fosse São Paulo, Brasília e Brasiléia, os três “BRs” que dão nome a peça. Rá, eu sei […]
Homenagem nas Satyrianas – Paulo Autran
Desde as Satyrianas 2006, quando o homenageado do evento foi Zé Celso, que a companhia Os Satyros já havia definido quem seria o homenageado em 2007: Paulo Autran. Na noite de sábado, dia 13/10, o grupo decidiu fazer a homenagem assim mesmo. Rodolfo García Vázquez reuniu todos os presentes na Praça, em frente ao Espaço […]
Sobre o Oficina e o Soleil
Assistir o ensaio aberto de Les Éphémères do Théâtre du Soleil e a apresentação carioca de Os Sertões do Teatro Oficina em dois dias consecutivos foi uma coincidência feliz. Não queria falar muito da peça da Ariane Mnouchkine antes de publicar a crítica, só depois de terminar de ver o espetáculo na íntegra, mas tem […]
Sem graça
A gente não gosta de perder a graça. Até os mais chatos que passaram por aqui não nos fizeram perder a graça. Tinha que ser o Paulo Autran pra conseguir essa façanha. Vai a graça e fica a lembrança do escritor carrancudo que era encenado com Cecil Tirré em Variações Enigmáticas, um dos textos mais […]