Festival Ibero-Americano – agora com legendas!

Blog   |       |    5 de março de 2008    |    0 comentários

Depois de um contato inicial, um segundo contato, um terceiro e um quarto, continuamos nossa saga pelo I Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo, acompanhando a programação de terça-feira (04/03).

Após um coquetel (devia ter ido sem jantar) e uma cena de dança do teatro de bolso, o público se encaminhou para o auditório para assistir ao espetáculo italiano Una Vita Per Federico, do grupo Cinema Nuovo Italiano. Como, entre os bacantes, fui a que pegou o melhor lugar na platéia (fila E, no centro), não tenho o que reclamar da visão,… mas certamente o rapaz da fila N não viu o mesmo espetáculo que eu.

A primeira mudança em relação aos outros dias é a presença de legendas, já anunciadas pelo coordenador Fernando Calvozo em entrevista à Bacante. Como foi, digamos assim, a legenda pioneira do festival, temos que dar um desconto para o show de erros que se sucedeu. Era basicamente um arquivo de word projetado no fundo do palco, com o texto corrido, controlado por alguém que ficava clicando na barra de rolamento lateral. A pessoa não devia saber italiano, porque de vez em quando ela se perdia, e com isso, a gente também. Teve um momento em que o “controlador de legendas” clicou errado na barra, e esta desceu muito. Nada que uns minutos sem legenda não resolvam. Mas não se pode reclamar muito, pois a peça seguinte, Una Tragedia Argentina, me fez sentir falta das legendas toscas da peça anterior, e apanhar um pouco no espanhol.

Com a compreensão comprometida por esses problemas técnicos, o espetáculo italiano lembrava mais uma contação de história do que uma peça em si. Tá certo que era uma contação bem produzida, com um trio de músicos muito bons e uma atriz narradora lendo o texto em um pedestal à sua frente. O cenário trazia um castiçal, um trono (tipo cadeira de rei, saca?) e três taças de plástico coloridas. Não deu pra captar muito bem a história sobre a saga de uma família nobre da Itália pelo motivo já mencionado. Nem me atrevo, então, a tentar resumir aqui, porque certamente haveria distorções.

De resto, deu para perceber que o festival também pode ser um lugar para aperfeiçoar outras línguas – tanto em conversas no foyer com artistas de outros países (no meu caso, conversei com um boliviano, que tirou dúvidas comigo sobre os costumes do país e nomes brasileiros começados com a letra O… mas meu espanhol é muito ruim) ou tentando desvendar a história durante as peças.

Nos dois espetáculos do dia, tinham pessoas tirando fotos com flash. De duas uma – ou não estavam acostumados a ver peças ou eram parentes dos atores.

Seguimos com a nossa cobertura hoje à noite.

O que você acha?

A Bacante é Creative Commons. Alguns direitos reservados. Movida a Wordpress.