cenacriticacontemporanea: dia 3
O rapaz aqui ao lado é o Roberto Pereira e foi o escolhido pra ministrar a oficina da cenacriticacontemporanea no terceiro dia. O foco agora foi a dança.
Bem pra lá de falar somente de uma arte sobre a qual não tenho o menor domínio, o Roberto (tratarei por Betão daqui pra frente) sugeriu um exercício crítico a partir do tema do festival (Inventário). Conectou a idéia de curadoria com a de crítica, mostrando-as como pontas de um processo do festival. Ou seja, qual é o critério de seleção e alocação dos espetáculos e como podemos avaliar se esse critério foi efetivamente utilizado ao longo do festival.
O Betão falou também de quando começou a história da dança no Brasil. Segundo sua própria tese, partindo do modelo de Antônio Cândido na literatura, a dança só passa a existir com a criação de um sistema e uma tradição nacionais. Isso aconteceu no início do século XX, com o Ballet que chega da europa e vai ser devorado aqui na terra brasilis.
Outro ponto legal que ainda não havia sido abordado é a origem da palavra crítica, que, diz o Betão, vem de krinein. Essa palavra grega quer dizer ao mesmo tempo quebrar e colocar em crise. Olha que coisa louca. Não é à toa que todo mundo desce o pau na gente. Alguém deve sair daqui em crise. Resta saber que tipo de crise é essa.
Sem dúvida, a grande descoberta do dia foi o site idança, um projeto que dialoga muito com o nosso aqui, mas voltado para o mundo da dança e com muuuuito mais conteúdo. Menos sujinhos também, pois contam com patrocínio da Petrobras. Vale a entrada pra conhecer.
Depois da oficina, fui provar a Devassa, na terra natal dela. Pra não desrespeitar. Amanhã é o último dia da oficina e hoje mais bebi que li. Por aí já dá pra sacar o nível da crítica que vai vir. E ninguém venha me dizer que eu não avisei no primeiro post.
Ps: Fui assistir, por sugestão do Emiliano, o II Festival Internacional de Comicidade Feminina hoje, mas estou caindo de sono. Então amanhã comento.
O que você acha?