riocenacontemporanea: inventário pessoal 1

Blog   |       |    9 de outubro de 2007    |    1 comentários

Tirando a poeira do meu login do blogger, venho aqui comentar do que já encontrei aqui no riocenacontemporanea, desde minha chegada na sexta-feira de manhã. Desculpem de antemão os erros de português ou levem por liberdade poética pelo tardar da hora.

Tim Crouch – oficina e An Oak Tree
O inglês carecão falou um monte de seu próprio trabalho e sugeriu alguns exercícios extremamente simples que demonstram a sua tentativa de dissolução da relação palco-platéia. É uma abordagem criativa e muito pessoal da obra de arte que encontramos no seu trabalho. Poupo-me de falar mais dele, pois já tem resenha em destaque que explica bastante e semana que vem deve ter resenha do segundo espetáculo – e primeira dramaturgia escrita por ele – My Arm.

Por uma vida um pouco menos ordinária
Esse espetáculo é a razão da crítica que fizemos à curadoria do festival no último editorial da Bacante. Já puxando a sardinha pro projeto de que faço parte, vale a pena acompanhar as críticas que sairão sobre ele no cenacriticacontemporanea, sobretudo a da Francine, pra entender do que estamos falando. Coloco o link nesse post pro cenacritica, assim que estiver disponível. Por hora você pode acompanhar os textos que entrarem no site oficial do riocenacontemporanea.

Stabat Mater
Montagem dos Artistas Unidos de Portugal, que também ganhou destaque nessa semana na Bacante. Basta dizer que só a mulher já valia a ida pra terrinha. Mas leia o texto, que é meu e minha mãe disse que está bom.

A Queda
Adaptação da obra homônima de Albert Camus, feita na forma de monólogo. Interpretada pelo ator Mauro Zanatta, que ganhou o Troféu Gralha Azul pelo trabalho (não ria, que é deselegante rir do nome desse prêmio. Ele tem história). Assistir a esse trabalho depois de Stabat Mater foi de uma injustiça sem tamanho. E mais não digo. Deixo a análise com o pessoal do cenacritica.

Palco Petrobras – Diretores Nacionais
Estava lá o Jefferson Miranda quando cheguei atrasado. Ele comentava quais são os seus caminhos no fazer artístico e a trajetória de seu grupo para chegar às pesquisas e espetáculos que apresentam atualmente. Aos desavisados como nós, Jefferson é diretor da Cia. de Teatro Autônomo, que já tem 18 anos de existência no Rio de Janeiro (praticamente um milagre, junto com a Cia dos Atores). Também dirigiu O Perfeito Cozinheiro das almas deste mundo recentemente, fora deste grupo.

No meio da fala de Jefferson, chegou um rapaz cujo trabalho ainda não tive a oportunidade de conhecer, mas cuja fala, apesar de curta, foi pungente como espero que seja num lugar de discussão como o palco Petrobras. Haroldo Rêgo, que estreará no festival no sábado com o espetáculo Glass, explicou a debilidade da atual crítica teatral carioca com um exemplo muito simples da cadeira. Ele disse que a cadeira onde estava sentado tinha quatro pernas. Se ele tirar uma, continua sendo uma cadeira. Se ele tirar duas, ainda será uma cadeira? E eu complemento; como esse teatro-cadeira-sem-duas-pernas deve ser criticado? Falo neste momento com a Bárbara Heliodora.

Falando na Babi, chegou o Zé Celso Martinez Corrêa. Rapaz novo também no teatro. Acabou com o encontro, no melhor sentido. Dali pra frente, foi só dele a fala. E como tem muito pra falar o , o Haroldo ficou só ouvindo. Primeiro o falou da “cabeça restrita, que não fumou maconha, que não tomou ácidos quando era jovem” da Bárbara Heliodora. Depois ressaltou que a crítica é uma necessidade, é uma maravilha, mas fez a ressalva que pra ser crítico, tem que ser poeta. Eu fiquei todo prosa nessa hora. Linkou com Oswald de Andrade e o seu Rei da Vela. Segundo o , Oswald é o primeiro pós-moderno brasileiro.

Não houve, enfim, uma coisa muito linear, graças-a-deus. E fiquei muito interessado pelo obra do Jefferson e do Haroldo. Vamos ver se consigo assistir alguma coisa até o final do festival.

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