Quinta-feira

Blog   |       |    20 de setembro de 2008    |    0 comentários

A semana vai chegando ao fim e o ímpeto de acompanhar quatro montagens por dia já não é mais o mesmo. Conferi apenas os dois espetáculos da Mostra Nordeste e foi o suficiente pra sair com a cabeça cheia. Meire Love, do grupo Bagaceira, estará entre as críticas da segunda-feira. Já o espetáculo Que Muito Amou, inspirado na obra de Caio Fernando Abreu, sofreu muito com as dificuldades do Teatro Raquel de Queiroz. Não falo do espetáculo pra me aprofundar no tema do espaço.

A que vem um teatro tão monumental numa cidade tão pequena? No dia seguinte, presenciei a chegada dos ocupantes de final de semana. O povo do resort. As lojas de turistas abrem. Os bares lotam e você deixa de conhecer todos os rostos. A fileira reservada aos convidados para o teatro é ocupada até a metade.

Interessante reparar que um dos convidados foi quem puxou o ronco na apresentação de Cantil. Enfim, a monumentalidade sonífera do Raquel de Queiroz. Fica aqui um apelo à curadoria: tragam espetáculos de rua. Alterem o fluxo do próprio festival. Subvertam a lógica turística da cidade e façam mais apresentações sem distinção de quem tem ou não ingressos.

O que você acha?

A Bacante é Creative Commons. Alguns direitos reservados. Movida a Wordpress.