DIZER CHUVA E QUE CHOVA (Decir lluvia y que llueva)
10 coisas sobre Dizer Chuva e que Chova
Foto: divulgação (http://www.kabia-teatro.com/)
- Sabe aqueles textos e correntes de auto-ajuda que você recebe por email? Sim, ele pode virar dramaturgia. Meu medo é qualquer dia desses abrir o jornal e ler: Nova peça de Paulo Coelho em cartaz.
- Algumas coisas são tão bonitas no palco que dá vontade de gravar em DVD pra ficar passando naquelas televisões de LCD nas prateleiras do Magazine Luiza.
- Déjà vu (a reação psicológica, não a banda).
- Água, areia, fogo e bolinhas de isopor em cena. Esse espetáculo nunca poderia ser apresentado no Teatro Rondon Pacheco em Uberlândia, o teatro onde nada disso (e mais um monte de coisinhas) pode!
- E aquele guarda-chuva que você esqueceu em algum lugar e foi parar numa peça do Antunes? Então… roubaram 368 guarda-chuvas do Antunes e eles foram parar nessa peça.
- Ouvindo uma conversa alheia no final do espetáculo: “- Muito belo!” “- É tanta beleza que chega a cansar!”
- Legenda em teatro = sinônimo de problemas.
- Coreografia de atores durante os agradecimentos – tendência teatral outono-inverno 2010.
- Como diria a Juli, tudo isso ficaria ótimo se fosse usado em uma peça.
- Borja Ruiz, o diretor do espetáculo, fez uma conferência durante o Cena Contemporânea Brasília onde defendia que toda estética teatral nasce de valores éticos. Após assistir seu espetáculo, fico pensando o que a estética utilizada – belas imagens, atores com movimentos precisos e treinamento físico invejável, efeitos especiais e dramaturgia de auto-ajuda – tem a ver com que tipo de ética? (na boa, prefiro não adivinhar a resposta dessa pergunta)
10 pessoas me perguntando o que eu achei da peça e 10 vezes eu respondendo: interessante
– O espetáculo foi assistido no dia 28 de agosto no Teatro Nacional, em Brasília. Fez parte da programação do Cena Contemporânea Brasília 2010.
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