Kastelo

Críticas   |       |    16 de fevereiro de 2010    |    14 comentários

Quando não circula ar pelas janelas (nem pelos alvéolos)

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(Roberto Audio e Luísa Nóbrega. Foto: Nelson Kao)

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(Denise Janoski e Pardal. Foto: Nelson Kao)

Há exatos seis anos eu iniciava uma promissora carreira no departamento de marketing de uma gigantesca, conceituada e almejada multinacional. Meses depois, uma imagem era recorrente em minha cabeça, inclusive em sonhos: a vontade de pegar minha cadeira (ergonômica, desenhada para que eu trabalhasse o máximo de horas sem o menor desconforto), arremessá-la contra a espessa parede de vidro do quinto andar e pular na sequência, pelo buraco aberto.

Se eu soubesse desenhar, minha leitura para Kastelo se resumiria a esse desenho. Estou influenciado demais pelas graphic novels do Will Eisner, até imagino os traços e ângulos em minha cabeça. Como não consigo sequer preencher um cheque com a certeza de que ele não voltará graças à imprecisão de minha própria assinatura, aproveito para levantar outras leituras que não dependam de meu traço.

(Will Eisner, O Edifício, 1987)

Insisto na imagem do corpo que pula para uma fuga fatal. Ouvi certa vez a história de uma pessoa que, em outra empresa, tentou de fato se jogar contra a parede de vidro, na frente de todos. Só não contava com a possibilidade do vidro ser blindado (logo, protegido contra a projeção de inofensivos corpos suicidas). O tom em que essa história foi contada por um amigo que trabalha nessa tal empresa foi humorístico. Apesar de ter lembrado de meus sonhos recorrentes na multinacional de sabonetes e molhos de tomate, eu ri.

Não parecem coincidências ou casos isolados meus sonhos e a tentativa frustrada do cara que deu de cara com o vidro e com os olhares dos colegas que presenciaram o suicídio frustrado. No meu emprego anterior a esse da multinacional, houve o incidente com um segurança que, ao ser demitido, pegou uma arma e disparou contra a própria cabeça em frente a seu ex-chefe, na sala da segurança (bem na entrada do edifício). Isso sem mencionar a epidemia de 25 suicídios ocorridos desde 2008 na France Télécom, cujo escândalo trouxe à tona na mídia questões que, em exemplos menos drásticos, seriam abafadas por políticas motivacionais crueis e tidas como naturais. (Quer ler mais sobre? Aqui tem um monte de exemplos e uma leitura lúcida e assustadora).

É isso que o Teatro da Vertigem materializa em sua livre leitura do Castelo de Franz Kafka: os brutais e obscuros processos de assédio por meio do trabalho e da desestruturação do sujeito crítico, além do processo de auto-sufocamente e auto-mutilação deste indivíduo. Tudo isso é provocado por uma insana lógica do reconhecimento de burocracias, títulos, obrigações, autoridades e pressões morais como triviais e necessárias, além de uma moral que valoriza mais o trabalho como privilégio e por sua obrigação (e pela pura manutenção de seus abismos – uma vez que o trabalho é o passaporte da alegria para o mundo mágico do consumo, fator identitário em nossa sociedade) do que o trabalho por sua utilidade e função social.

Não é por coincidência que num dos monólogos de Roberto Audio é descrito em minúcias como o corpo perde seus sentidos e sua vida ao longo das etapas de um afogamento. Aliás, e é a mesma imagem que o filósofo argelino Sidi Mohamed Barkat levanta ao falar sobre os mesmos suicídios da France Télécom: o sufocamento, falta de oxigênio, impossibilidade de ação e de respiração. Mais que isso, um auto-sufocamento, uma vez que o trabalhador assume para si próprio (por intermédio dos artifícios, justificativas e motivações forjadas e tomadas por inevitáveis) o papel de seu censor, avaliador, capataz, chefe. Conformadas em trabalhar pelo resto de suas vidas (e assumindo como natural esse fato), determinam como seu objetivo primordial a realização profissional, e projetam suas vidas particulares para orbitarem em função desse ideal.

Fato é que, ainda que os indivíduos se anestesiem e se tornem “mortos que vivem, zumbis” (nas palavras de Barkat), ninguém quer, de fato, estar ali. Mas estar do lado de fora é ainda pior, porque significa estar à margem – e como esse é o maior pesadelo na sociedade do consumo, o indivíduo não encontra outras formas de subsistência senão a resignação, e por isso cada um cria seus artifícios para justificar e alimentar seu desejo-fetiche pelo privilégio do trabalho. Surgem, assim, personagens como a de Luciana Schwinden, que é responsável basicamente pela criação destes artifícios e motivações – mas precisa, ela própria, manter-se dentro desse mesmo ciclo (afinal todos são incluídos nessa lógica cruel, até mesmos os mais altos níveis hierárquicos).

Essa manutenção se complexifica quando os argumentos resignados e artificiais tornam-se intrínsecos ao ambiente de trabalho, e espontaneamente surge a impressão de que são naturais e justos – criando uma mentalidade acrítica que garante que todos façam parte deste coletivo produtivo, permanecendo pendurados em torno da opressora cultura corporativa, dependentes de sua estrutura para que não desabem, sem a possibilidade de, de fato, sentirem-se “do lado de dentro”, confortáveis, seguros. No castelo kafkiano contemporâneo, questiona-se se existe de fato alguém do lado de dentro, ou se as estruturas de poder são criadas, mantidas e perpetuadas por e para quem também está do lado de fora, por um fio.

Até pouco tempo atrás participei de outro processo de pesquisa teatral acerca das relações de trabalho contemporâneas, do qual um dos focos era a busca por personagens que, na mesma medida em que eram sufocadas pelas vozes do trabalho, também lutavam para manter suas próprias vozes e intenções. Em Kastelo, quase todas personagens são apresentadas como se a voz corporativa já tivesse vencido a batalha contra a voz pessoal (planificando-os, esterilizando, amansando), salvo em alguns casos em que ainda há uma derradeira tentativa da voz pessoal de sobreviver, de respirar um pouco de oxigênio antes do pulmão ser totalmente tomado por água. E essa voz é ouvida por meio de um texto auto-explicativo, que na mesma medida em que aproxima o castelo de Kafka da leitura que o Vertigem faz para o trabalho pós-moderno, também é dissolvido numa pesquisa de linguagem e de espacialidade que traz ao público uma pluralidade de mensagens e sensações muito mais intensa e árida do que a da dramaturgia monológica na voz dos personagens (e como bem observou o Fabrício, é aí que está a diferença entre o Kastelo e A Última Palavra é a Penúltima, produção do Vertigem em parceria com o Zikzira e Grupo Lot a partir de O Esgotado de Gilles Deleuze, ambientado sem falas mas com muitas possibilidades de leituras na passagem subterrânea sob a rua Xavier de Toledo, no centro de São Paulo – crítica aqui e galeria de fotos aqui).

E não tem como ler o Kastelo sem olhar para quem está do lado de dentro do edifício, o público, posicionado de frente para um dos cartões postais financeiros da cidade e mais especificamente de frente pra vertente cultural com benefício fiscal de um dos maiores bancos do país, imerso num cenário repleto de arquivos, máquinas de escrever, cadeiras giratórias, construído não para ornamentar o espaço onde aparecem os atores, mas para estabelecer com o público uma complexificação dos papeis. Quem está ali também está trabalhando, incluído numa máquina produtiva sutil, a do olhar, a da presença. Mas o que é uma ambientação formal também pode ser complexificado se pensarmos que o público também se inclui, ainda que involuntariamente, na fabricação do factoide marqueteiro da temporada esgotada antes da estreia, do “sucesso de público” premeditado que possivelmente causará a prorrogação da temporada, que auxiliará na possível circulação da produção no circuito marqueteiro dos festivais, etc, etc etc.

Ao mesmo tempo em que a produção levanta questões sobre a lógica corporativa do trabalho, há uma inevitável (será?) manutenção desta lógica pelo próprio espetáculo, vale lembrar. Um exemplo é o programa bacanudo que começa com os textos dos financiadores da produção (viabilizadores-patrocinadores-acionistas, beneficiários quando levamos em conta a produção de valor para suas marcas – Petrobras, SESC, Danilo Santos de Miranda) para só então trazer a leitura dos criadores (que, por sua vez, também fazem uso, eles próprios, de recursos de promoção de imagem – ou a assistência de direção de Tó Araújo vertida em “apoio artístico” é sinal de outra coisa?).

Essa “venda” funciona até mesmo no que não é proposital: a pesquisa formal/estética do grupo em torno do espaço é prato cheio para que seja amplamente divulgado até mesmo na grande imprensa. Meus pais relatam terem visto matéria e entrevistas sobre a produção em programas de TV que nunca falam sobre teatro, mas que fazem questão de mostrar esse “teatro diferente” – divulgação que tem somente fins midiáticos/marqueteiros (para a emissora, o grupo e os financiadores), uma vez que não dá ao telespectador desconectado da cena teatral a oportunidade de conferir a montagem já que os ingressos estão esgotados. E todas essas características não diminuem o espetáculo ou desviam a leitura da produção, apenas ressaltam algumas das inúmeras contradições que invariavelmente surgem em qualquer tentativa de análise minimamente crítica sobre o trabalho na contemporaneidade.

5 andares entre a libertação e o chão (se a parede de vidro não for blindada)

PS: Vale levantar uma ressalva ao uso do termo “intervenção”, que vi várias vezes na mídia para definir esse espetáculo, por não acreditar que ele intervenha em qualquer realidade paralela e externa à sua própria realização – a apresentação ocorre apenas para quem está lá para assistir, sem intervir no cenário de nenhuma outra pessoa (nem mesmo de quem vê do lado de fora do prédio, pois para esse público, impedido do acesso o ingresso que dá acesso ao consumo desse bem cultural, a pura imagem de pessoas penduradas no prédio diz muito pouco do que o espetáculo propõe.

PPS: Ao final da primeira apresentação que vi, ainda um ensaio aberto, enquanto ainda não dava tempo do público entender que havia terminado o espetáculo, foi um cara da equipe técnica (devidamente uniformizada em trajes de escritório, com camisa social e gravata) quem indicou o fim puxando a primera salva de palmas – e o trabalho formal dos aplausos entusiasmados iniciou-se automaticamente, da forma como ocorreria independente do quanto o público efetivamente gostou do que viu.

'14 comentários para “Kastelo”'
  1. Carlos Canhameiro disse:

    “[…] a cultura não pode viver em paz com o gerenciamento, particularmente com um gerenciamento importuno e insidioso, e mais particularmente com um gerenciamento preocupado em distorcer o impulso da cultura no sentido da exploração e experimentação de modo a ajustá-lo à estrutura de racionalidade traçada pelos gerentes. O complô dos gerentes contra a liberdade endêmica da cultura é um eterno casus belli. Por outro lado, os criadores da cultura precisam de gerentes se quiserem (como é o caso da maioria deles, inclinada a ‘melhorar o mundo’) que os vejam, ouçam e escutem, além de ter uma chance de ver sua tarefa ou projeto concluídos. Do contrário, se arriscam à marginalidade, à impotência e ao esquecimento.” – A Vida Líquida, Zygmunt Bauman.

  2. Paulo Bio Toledo disse:

    “Do contrário, se arriscam à marginalidade, à impotência e ao esquecimento” –

    A velha dialética do conformismo.

    se há impotência no esquecimento marginal,
    qual é a potência da fama dentro da logística gerencial?

    Com quem fala o Teatro da Vertigem se não apenas com nós: burgueses e gerentes?

    Qual a potência, Bauman?

  3. Carlos Canhameiro disse:

    O e-mail do Bauman, fico devendo. Atento apenas para o detalhe de ele usar a expressão “se arriscam”. Mas, esse mundo líquido é repleto de “riscos digitais”.
    [ (…) antes de perguntar ‘como uma criação literária se coloca ante as relações de produção da época?’, eu gostaria de poder perguntar: como ela se coloca nas relações de produção? Esta pergunta se volta de modo imediato para a função que a obra desempenha dentro das relações de produção literária de uma época. Em outras palavras, ela aponta de modo imediato para a técnica de feitura das obras.] O Autor como Produtor, do W. Benjamin.

  4. Paulo Bio Toledo disse:

    O “se arriscam” diz o que? que “talvez” haja impotência, que “talvez” haja marginalidade? que “talvez” haja esquecimento?

    Não sejamos ingênuos,
    Não é preciso ser um gênio da semântica pra compreender que a ênfase da frase está no “quase certo” esquecimento, impotência e marginalidade.

    O raciocínio dialético dele coloca uma premissa em contraste direto com a imediatamente anterior. O “se arriscam” não muda nada. Fora que vai saber como está no original. Arrisco dizer que o “se arriscam” é pura estilização da tradução.

    Enfim.

    Quanto a citação do Benjamin, eu acho que você distorce o raciocínio desse texto belíssimo, principalmente por usar um fragmento fora do contexto – tanto do texto em si, como da época e com quem o Benjamin está falando (fundamentalmente com artistas de esquerda no período de ascensão fascista):

    ao invés de discorrer sobre isso
    cito outras passagens do mesmo texto:

    “[…] a tendência política, por mais revolucionária que pareça, está condenada a funcionar de modo contra-revolucionário enquanto o escritor permanecer solidário com o proletariado somente ao nível de suas convicções, e não na qualidade de produtor.”

    ““Essa falta de clareza sobre sua situação”, diz Brecht, “que hoje predomina entre músicos, escritores e críticos, acarreta conseqüências graves, que não são suficientemente consideradas. Acreditando possuir um aparelho que na realidade os possui, eles defendem esse aparelho, sobre o qual não dispõem de qualquer controle e que não é mais, como supõem, um instrumento a serviço do produtor, e sim um instrumento contra o produtor””

    “Aragon tem razão quando afirma, em outro contexto: “o intelectual revolucionário aparece antes de mais nada como um traidor à sua classe de origem”. No escritor, essa traição consiste num comportamento que o transforma de fornecedor do aparelho de produção intelectual em engenheiro que vê sua tarefa na adaptação desse aparelho aos fins da revolução proletária.”

    Bem diferente do fragmento que você selecionou, não?

    e o incrível é que está no mesmo texto!

    que coisa…

  5. Carlos Canhameiro disse:

    “Tudo que eu quiser, o cara lá de cima vai me dar, me dar toda coragem que puder, e que não me faltem forças pra lutar”.

    Me impressiona a sempre “violência” das discussão pela NET. Haja saco… Mais saco ainda para frases como: “eu acho que você distorce o raciocínio desse texto belíssimo, principalmente por usar um fragmento fora do contexto”.

    E viva o raciocínio único e o contexto único. Em épocas de pós-produção. Jesus Christ.

    Que saudades tenho da ingenuidade.

    Sei quem é você não, Paulo. Prazer. Mas abro mão do duelo e do diálogo, como diria o seu Olavo.

    Há braços.

  6. Paulo Bio Toledo disse:

    Carlos,

    uma pena. Estava achando a conversa interessante.

    e achei bem engraçado o “em épocas de pós-produção” – não sabia que o Nicolas Burriaud já tinha virado um paradigma tão rápido. (citando você: “haja saco”). O Próximo Ato tem mais capilaridade do que eu imaginava.

    Bom, se ficar mais calmo,
    estou por aí, sempre disposto a seguir o duelo!

    sou daqueles que acha a cordialidade amena um saco… Gosto de boas pelejas!

    beijos

  7. “[…] Vamos com você / Nós somos invencíveis, pode crer / Todos somos um / E juntos não existe mal nenhum […]”

    Desculpem, foi inevitável. Os comentários me deixaram com isso na cabeça a tarde toda.

  8. Carlos Canhameiro disse:

    E vc lembrou da coreografia tb?! 😛

    Há braços de quem curte a amena cordial-idade e de boas cervejas!

  9. Astier Basílio disse:

    aí Canhameiro, sou do Cordial Futebol Clube e também cervejeiro.
    Abração

  10. Paulo Bio Toledo disse:

    eu gosto de Sangria!

  11. Paulo Bio Toledo disse:

    Carlos, por que você separa as palavras?
    acho tão brega…

  12. Vagner Lopes disse:

    Gente…
    Eu acho muito cômico esse site, entre de vez em quando quando tenho tempo para rir lendo essas escritas.
    Meu… Esses camaradas desse site só falam mau dos espetáculos. Parece ator frustrado que de tão ruim acham que ninguém nunca poderia chegar aos seus pés e as suas criticas.
    Há muito tempo esse site ja caiu em descredibilidade. Ninguém leva a sério essas criticas, esses críticos são muito mau humorados.
    Enfim… continuem escrevendo, as vezes eu ainda vou entrar aqui para me divertir.

    Aqui virou uma criticaria comercial. Do tipo que fala mau de todos. Mas que derrepente vende e as pessoas se divertem.
    Gente do site… Sem maldade,
    valeu pelo entretenimento que voces me proporcionam

    Beijão

  13. Juli =) disse:

    Ei, Vagner! Comercial, é? Pô, conta pra gente quem é que tá levando a grana! Que a gente continua fazendo só pelo prazer de te divertir, mesmo. E de nos divertir tb.

    Beijoca,
    Juli =)

  14. Astier Basílio disse:

    E aí, Vagner Lopes…
    parece nome de jogador de futebol

    Os camaradas do site só falam mau…
    Você leu esse texto aí de cima?
    Por que tem horas que o texto não tem nada a ver com a leitura que podem fazer dele.
    Simplificar tudo a “falar mau”
    dá mais a dimensão de como vocÊ
    lê do que do que foi escrito.
    Até porque leitura não é decodificação, mas interpretação e quando se lê o que entra em cena é o repertório e a visão de mundo do leitor.
    E esse lance de crítico ser artista frustrado é tão século XIX, sabe?
    Crítico é artistas frustrado?
    Você já leu Eliot? Você já leu Pound?
    Dois dos grandes poetas do século XX,
    dois grandes luminares da crítica literária nesses tempos…

    Vc diz que há muito o site perdeu a credibilidade, mas foi que ele teve? Melhor: credibilidade a partir de quais critérios? Para quem deixamos de ter crédito?
    Quanto a levar a sério,
    nem digo nada, se levar a sério é um saco e se aqui se levassem a sério, eu pegaria o meu bisaco há muito.
    Agora, os críticos daqui mal humorados?
    Acho que tá rolando uma certa projeçãozinha, me parece que quem é mal humorado é vocÊ, amigão. MAs, isso é relativo.
    Comercial? Derepente vende?
    Vem cá, me indica a bula do que você toma?
    Sim, e valeu a você pelo entretenimento q me causou.
    Beijão
    love
    Astier B

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