Peter Pan’s Neverland
Quando Peter fala japonês
Fotos: Leca Perrechil
“E quando a criançada menos espera, Peter desaparece da vista de todos e reaparece segundos depois sobrevoando muitos metros acima de nossas cabeças, enquanto o céu se ilumina com as luzes multicoloridas dos fogos de artifício e, para completar, jorros de água sobem do lago como grandes chafarizes. Mas Wendy não poderia ficar de fora dessa, afinal, ninguém perderia a chance de passear pelos céus do Japão em uma noite agradável, pendurada em cabos de aço, acompanhada de um belo jovem pré-adolescente. Michael Jackson não perderia. Assim, Wendy e Peter dão um agradável role pelo ar, enquanto os meninos perdidos pulam em camas elásticas estrategicamente instaladas em cima da plataforma construída sobre o lago, onde se encontra a Terra do Nunca e o navio do Capitão Gancho.”
Não, a Bacante não resolveu criar novamente uma crítica farscesca sobre uma peça que não viu como forma de protesto e tampouco bebemos além da conta (não dessa vez). A encenação, no caso, aconteceu durante o espetáculo Peter Pan’s Neverland, apresentado no lago do parque temático Universal Studio de Osaka, no Japão (não confundir com a Universal do Edir Macedo… ele tem um canal de TV, não um parque – ainda). O que eu estava fazendo lá é outra história, mas o que chamou a atenção – além da nossa conexão com Peter e de perceber que o que imaginamos pode realmente acontecer em um espetáculo (apesar das cadeiras não se mexerem nesse show, que era ao ar livre, as poltronas do teatro/cinema ali perto no mesmo parque, onde estava a atração do Shrek, essas sim se mexiam, jogavam água e tinham arzinho embaixo … um luxo só) – foi que a atração não se diferencia muito dos musicais que estão por aí no Brasil… calma que eu explico.
Quando recebemos um release de musical, normalmente eles dão bastante importância para o número de perucas do elenco, número de músicos da orquestra, se vangloriam de serem superproduções com milhões investidos, o que possibilita, por exemplo, ver a Fera (A Bela e a Fera) se transformando fisicamente ao vivo, a comentadíssima cena do helicóptero de Miss Saigon e o barco andar pelo palco em O Fantasma da Ópera. Então por que um espetáculo bem feito num parque temático seria menos valorizado? Se é dentro do Teatro Abril vira um musical conceituado, se é no Hopi Hari vira showzinho de entretenimento?
Bom, se tomarmos por base esse padrão de releases e essa disputa de quem tem mais efeito especial e perucas, então o Peter Pan da Universal do Japão não faz feio… Tem Peter desaparecendo na plataforma e reaparecendo em pleno vôo (nessa hora eu pensei “ahaa… tem dois Peters… será que Leonardo Miggiorin seria capaz disso?”), tem Capitão Gancho pulando em cama elástica – mas com um sr. Smith roubando a cena com seu pulinho esticando as pernas num ângulo de 180 graus – além de muita pirotecnia, efeitos que faziam as crianças de olhos puxados darem risadinhas e ótimos atores-cantores-bailarinos-voadores, com destaque para a voz do Gancho.
Não que dê pra analisar tintim-por-tintim um espetáculo desses, já que no Japão pra sentar num lugar em que dê pra ver a encenação de frente e bem, precisa-se pagar mais (isso lembra alguma coisa?). Assim, só consegui ver bem na lateral e distante. Além disso, Peter, Gancho e companhia falavam japonês… mas deu pra entender um arigatô e um saionará entre uma música e outra. Ao final, deu para perceber que era uma boa produção, entretenimento de qualidade para o público que foi ao parque apenas para se divertir, sem decepções (tipo, eu vou no cinema assistir a nova comédia romântica da Meg Ryan, eu sei o que fui ver, a responsabilidade é minha, e vou me divertir muito se aquela marota e Tom Hanks aprontarem muitas confusões). Agora, pensando nas últimas produções musicais que vieram pro Brasil (essas que tiveram em cartaz em 2008): se eu espero ver um musical inteligente e vejo um – até bem feito, até com efeitos especiais, até com bons atores – que dá pra comparar com atração de parque temático (também bem feita), será que tem alguma coisa errada? (tipo alugar um DVD pra ver Cantando na Chuva e assistir Piratas do Caribe)

O que é o que é? Milhares de japoneses olhando dois pontinhos no céu?



Nepo,O post mostra clanmaerte que a sua vida ne3o e9 fe1cil, vocea tem que rebolar intelectualmente para assimilar e responder a todas essas interferencias criativas.a0Outro ponto interessante do post, e9 quando vocea fala sobre o papel do do animador de inteligeancia coletiva. Parece ser fundamentala0ter a habilidade de saber podar as ide9ias dea0todos para, no fim, fazer com que crese7am juntos na diree7e3o mais produtiva. Essaa0queste3o me fez pensar novamente na relae7e3oa0alunoXprofessor. Em um cene1rio em que osa0alunos este3o cada vez mais acostumados aa0serem ouvidos, a maioria dos professoresa0se3o treinados para ne3o ouvir, e se esfore7ama0para que as coisas continuem da mesmaforma. Em resumo, ne3o rola Fala que eu te escuto naa0grande maioria das salas de aula.a0Fore7ando um pouco a barra, este post me fez voltar a pensar que este tambe9m e9 o papel das empresas e das marcas para as suas novas inicitivas, elas devem assumir o papel de agitadoras da inteligeancia coletiva dos seus funcione1rios, fornecedores e clientes.c9 a0aed que volto nas ide9ias que enxerguei na frase que vocea mandou hoje por email: O espae7o de trabalho do profissional de comunicae7e3o ne3o e9 tecnologia, mas o ambiente de die1logo Abs,Luiz